sexta-feira, 25 de março de 2011

Um brilhante relâmpago numa noite de tempestade...



Bem, criei coragem para postar aqui. Eu não sei se vocês lembram, mas ano passado eu vivia postando sobre como o ano era ruim, como eu me sentia mal por as coisas terem mudado, por tudo ter se tornando tão diferente na minha vida. Não sei se vocês lembram também de quando falei da minha mudança de colégio. Naquela época, eu não achava que ia ser as mil maravilhas, mas também não achei que pudesse ser tão triste. Tá, tudo bem, não está sendo horrível. Afinal, pelo menos não estou sozinha. Ou melhor, não completamente. Porque eu não tenho Bia, Bianca ou Yasmin para olharem para mim e entenderem o que eu sinto aqui dentro. Eu amo estudar com meus amigos, mas eu sempre irei sentir a falta das minhas amiguinhas idiotas, daquelas com quem eu podia falar qualquer coisa, seja sobre assuntos sérios até as coisas mais idiotas e inimagináveis. Mas parece que desde 2009, as coisas na minha vida estão em constante mudança. Ou talvez seja eu mesma que estaja passando por um longo processo adaptativo (lembrei da prova de Biologia hoje). Mas falando sério... talvez eu coloque a culpa no ano, no mês, no dia... mas eu não procuro olhar para dentro de mim e perceber que não é culpa de nada. As coisas simplesmente mudam. As pessoas mudam. Tudo é uma mudança. E eu, com certeza, já mudei muito.
Eu tento sorrir, só para não mostrar o quanto dói aqui dentro. Talvez seja uma tentativa ridícula de procurar a felicidade, mas se eu ficar triste, todos vão perguntar o porquê, e apesar de eu gostar que as pessoas se preocupem comigo, não gosto de ficar dando explicações sobre as minhas depressões. Mais uma mudança... Quando eu estava mal no começo do ano passado, eu não tentava sorrir, eu mostrava toda a minha tristeza para quem quisesse ou não quisesse ver. Mas com o passar do tempo, fui percebendo que eu prefiro esconder tudo o que eu sinto, tudo. Prefiro fingir estar feliz, chegar em casa, dormir, acordar, olhar o céu e imaginar coisas que podiam acontecer, ou que já aconteceram, e aí sim eu mostro o que eu sinto de verdade. Mas eu mostro a mim mesma, porque sei que, apesar de me achar feia, gorda, idiota, burra, inútil e tantas outras coisas, sei que sou eu mesma que me faço levantar da cama todos os dias e pensar "você consegue!".
Ontem uma amiga que conheci esse ano (uma coisa muito boa que me aconteceu) me disse que se Deus coloca obstáculos na nossa vida, é porque Ele sabe que somos capazes de superá-los. E eu sei que um dia eu posso não ter o que sempre sonhei em ter, mas sei que vou ser feliz. Tá, ok, eu posso até ter dias tristes, mas sei que não vou ter esse sentimento que me entorpece, que amarga aqui dentro, esse sentimento de solidão, de inutilidade, de carência.
Hoje estava vendo umas fotos da viagem que fiz a Natal no dia 12 de novembro do ano passado com meus amigos e professores e, pela milionésima vez, aquela sensação nostálgica veio até mim. Eu gosto de lembrar. Mesmo que me faça chorar, gosto de lembrar dos meus sorrisos sinceros, das vezes que cantávamos, dançávamos, falávamos sobre cocôs... Como já disse, os melhores quatro dias de minha vida.
Bem, acho que não tenho mais nada a falar. Ou melhor, eu tenho. Eu não escrevo mais sobre o amor aqui no Blog porque cansei de tantos clichês. O amor está dentro de cada um de nós. Ou melhor, de quem ama. E o amor está dentro de mim, e vai permanecer até a última chama dele apagar.

"Aqueles que nós definimos como os nossos dias mais belos não são mais do que um brilhante relâmpago numa noite de tempestade." - Alphonse de Lamartine

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