quarta-feira, 20 de abril de 2011


Realmente tem horas que eu me pergunto o porquê da minha existência. Eu acho que não sou forte o suficiente para aguentar tantas mudanças. E, principalmente, não sou tão forte a ponto de esconder tudo o que estou sentindo. Eu havia pensado que conseguiria superar tudo, mas na verdade não o fiz. Queria acordar desse pesadelo e perceber que nada é real, que aquela menininha que acreditava em sonhos, em magia, no amor, aquela menininha tão feliz, ainda está viva. Dentro de mim. Não queria me tornar uma pessoa tão cética. Não queria ter aprendido que o amor faz sofrer, que as pessoas mudam, que a saudade às vezes nos sufoca, que o medo nos fazer perder as coisas que mais queríamos assim, tão cedo. Queria ter sonhado mais, brincado mais, sorrido mais, vivido mais, amado mais. Queria também poder voltar a ser criança e passar todos aqueles meus sonhos para um papel e pintá-los, como eu fazia antes. Queria poder viver sem me preocupar se as pessoas podem ou não ser más. Queria apenas sorrir de verdade, sorrir com os olhos. Queria poder arrancar todas as mágoas que existem no meu coração. Queria poder ser uma pessoa normal, como todos à minha volta. Queria não precisar chorar no meu quarto, sozinha, sem ter ninguém pra me consolar, mas não porque não querem me ajudar, mas porque eu simplesmente não tenho mais palavras para expressar a minha dor. Infelizmente eu tenho que me acostumar com a minha nova rotina, minha nova vida, com o novo jeito das pessoas. Tenho que me acostumar com a nova pessoa que me tornei. E enquanto não conseguir, vou tentar levar a vida. Quem sabe eu consiga... Quem sabe.

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