terça-feira, 15 de novembro de 2011

Alma acesa.


"Acordou com o pensamento inabalável. Acordou pensando que tudo poderia mudar. Pensando que não nasceu para renunciar. Nasceu para lutar, para revolucionar. Seu corpo clamava por calor. Ardor. Desejava aquela sensação maior de estar viva. Desejava a brisa leve em seu rosto, por um momento apenas, desejou ser a brisa. Quis ser vento, quis ser borboleta, quis ser mar, quis ser mel, quis ser ela mesma. Quis que o mundo compreendesse seu desejo de lutar por coisas que fossem íntegras. E por coisas, por causas, que não fossem também. Ela queria lutar. Por outro momento desejou ser fogo, quis ser chama, quis ser guerreira, quis vencer. Lutou por tudo o que pode, lutou pela vida que não teve. Lutou por poder sentir-se viva. Lutou por seus desejos, mas poucos realizou. Conseguiu ser chama, mas ela se apagou. Morreu com muitos de suas vontades caladas, enterradas nas profundezas de uma alma que nunca irá morrer. Alma permanece acesa e viva, mais viva do que nunca, ainda desejando aquilo tudo que não realizou."

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