segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Lembranças.


Ontem eu não tinha nada pra fazer. Eu estava lendo um livro (o segundo de A mediadora), mas minha mente já tava cansando, então resolvi parar. Fui ao... sei lá o quê da minha casa. Meu pai fez um banquinho, eu deitei nele. Ontem o céu estava bem estrelado. Eu nem sei como, mas desde pequenininha eu tenho uma grande paixão por estrelas. Sei lá... eu acho lindo, sabe? É que quando eu as olho... É como se uma onda de magia me inundasse. Eu sinto um friozinho, uma onda de mistério, beleza... Sei lá! Não dá pra explicar essas coisas. Enfim, eu estava lá, deitadinha, pensando. Então vieram tantas lembraças. Lembraças dos meus tempos de antigamente, do ano passado, de antes de ontem. De tudo. Lembrei-me de quando eu pensava que eu ia ser a única pessoa que ia restar quando o mundo acabasse. E então eu iria povoá-lo, criar minhas próprias coisas... Minhas próprias leis, minha própria escola... Tá, eu tinha 6 anos, ok? Ahh... quando eu tinha 3 anos, minha mãe tinha que me forçar para eu tomar um banho. Depois que ela disse que eu ia ficar toda doentinha se não tomasse banho, eu quis tomar um banho a cada hora do dia. Recordei-me de quando eu arrancava as cabeças das barbies. É... eu odiava brincar de bonecas. Meus pais compravam uma, e, logo em seguida, eu cortava os seus cabelos, as mãos, os pés e deixava a boneca toda... desconfigurada. Lembrei-me de quando eu assistia filmes de terror com meus irmãos, e eu dizia que um dia ia ser a heroína. Lembrei-me da primeira vez em que assisti Titanic. Eu dizia que, um dia, eu viveria uma história de amor. É... eu sonhava alto demais.
Ah... foram muitas lembranças. Também lembrei de quando eu entrei lá no colégio onde eu estudo. Dos meus amigos, dos professores, dos nossos momentos imbecis, dos nossos momentos tensos, dos momentos "maduros"... E, claro, lembrei deles. Mas, claro, que eu fiquei mais tempo lembrando de alguém. Esse alguém... que me fez tão feliz e me fez acreditar que podia existir alguma pessoa legal no mundo. Mas esse alguém não dá e nunca deu a mínima pra mim. Enquanto eu o amava, ele nem lembrava-se de mim. E nunca vai lembrar. Afinal, eu não significo nada para ele. Mas o pior não é lembrar do que ele fez, do que faz ou até de que ele não tá nem aí pra mim. O pior é saber que ele é a única pessoa capaz de me fazer feliz e saber que eu ainda o amo. É... mas eu não quero falar disso.
Depois me dei conta de que tudo não passa de lembranças. Lembranças que ficarão guardadas aqui, na minha mente, até que o tempo apague-as e eu possa esquecer de que, mesmo com "problemas", sempre busquei a melhor forma de solucioná-los. Apesar de cada lágrima derramada, de cada dia triste, de cada raiva sentida, agradeço por tudo, tudo o que eu vivi. E viveria de novo. Com certeza.

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