sábado, 24 de março de 2012


Hoje é um dia chuvoso. Sempre gostei de dias assim. Eu paro, fico olhando o céu e, como uma boba, fico brincando com as gotinhas que caem na janela. Além disso, adoro o frio, o barulho da chuva, o céu nublado... 
Dentro de mim, é como se estivesse assim: frio, nublado. Eu queria entender o que há comigo. Nem no dia do meu aniversário eu consegui ficar feliz. Acordei sem querer acordar, sorri sem querer sorrir e, no fim, chorei sem querer chorar. Foi diferente do das outras vezes. Eu comemorava, sorria... Mas dessa vez não houve isso. Eu só queria estar na minha cama, longe de tudo. É isso o que eu mais quero: ir para algum lugar longe, muito longe, onde ninguém possa nem se lembrar de mim. 
Eu fingi estar bem, porque eu odeio transparecer meus sentimentos. Depois de tanta dor, aprendi a bloqueá-los bem. Eu posso estar o mais triste possível, porém eu sei que vou conseguir sorrir. Às vezes eu me admiro. Sei que algumas pessoas no meu lugar simplesmente desistiriam e deixariam a dor tomar conta de si. Eu não. Eu luto contra ela o tempo todo. É por isso que estudo tanto, pra tentar esquecer certas coisas por alguns minutos. Nem isso adianta, nem isso.
Apesar de tudo, eu não consigo lidar com a dor. Sim, porque eu posso mentir para o resto do mundo, mas para mim é difícil. Eu sei o que eu sinto, como sinto, quando sinto. Eu queria tanto arrancar isso do meu peito e ser feliz, tanto! Por quê, meu Deus? Eu tinha me tornado tão mais forte... agora perdi tudo novamente. Dói demais, demais, demais. 
Eu quero que o tempo me ajude a curar essas feridas. Só.

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