domingo, 1 de julho de 2012

Uma luz no fim do túnel


Não sei por quê, mas acordei de uma forma diferente.
Vi a hora: 07:45 da manhã. Mas que coisa eu poderia fazer a essa hora em pleno sábado? Nem sequer me irritei. Apenas me levantei, espreguicei-me e sorri. Algo estava diferente em mim. Abri as cortinas, milhares de raios de luz iluminaram meu quarto. Mas que bagunça! Tinha de dar um jeito naquilo. Depois de algum tempo, comecei a fazer aquela faxina. O que estava acontecendo comigo? Do nada, levantei-me sorrindo, querendo arrumar as coisas... Isso é estranho, não? Depois de algum tempo, fui ao espelho. Senti uma vontade enorme de dar um jeito no meu cabelo, em mim mesma. Meus fios loiros estavam meio que revoltados. Fui ao banheiro, tomei um bom banho, coloquei a minha roupa mais bonita e saí por aí sem rumo. Olhei todas as pessoas, suas expressões sorridentes. Mesmo que não pudesse fazer parte daquilo, eu me sentia inserida ali naquelas risadas gostosas, naquele jeito que elas tinham de levar a vida. Encontrei um senhor no meio da rua. Resolvi me sentar e conversar com ele. Nós contamos as nossas histórias, compartilhamos boas risadas. No fim, ainda desejamo-nos uma ótima tarde. 
Voltei para casa, pus a minha comida no micro-ondas, sentei-me no sofá e pus um ótimo filme para assistir. Ao fim do dia, deitei-me na minha cama, com meus gordos travesseiros ao lado, e fiquei pensando em como a vida é boa. Não tinha namorado, não tinha amigos e minha família infelizmente estava longe. Apesar de tudo, conseguia viver bem, feliz e saudável. Não precisava sentir vazio nem dor. Para quê? Ser feliz consigo mesma importa mais do que qualquer coisa na vida. E que assim seja, não é? Adormeci e sonhei com coisas perfeitas... 
Ah, como viver é uma coisa mágica!

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