quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Um dia normal, como todos os outros

A vida começa quando nascemos. Quando nascemos?
Acho que isso é o que nos dizem. Quando nós abrimos os olhos pela primeira vez... Ou quando andamos, ou quando falamos, ou quando vamos à escola, ou quando conhecemos várias pessoas, ou quando nos decepcionamos com elas, ou quando nós amamos... 
Então quer dizer que morremos quando o amor acaba? Ou morremos antes de ele acabar? Ou ele morre conosco?
Então o que eu sou agora?
Faz tempo que não escrevo neste Blog. Palavras não me faltam... ou até faltem. Acho que o nome correto é vontade. Hoje é um dia normal como todos os outros. Acordei, fui à escola, voltei, dormi, estudei... Todos os dias são exatamente assim. Mas entre todas essas coisas, algo incomoda dentro de mim. Pensamentos, pensamentos, pensamentos... Sempre remetendo às mesmas coisas, à mesma pessoa.
A pessoa de sempre. A pessoa que eu nunca gostaria ter conhecido. A pessoa da qual eu tento sentir um ódio imenso (e até sinto às vezes). Às vezes eu me pergunto se ainda sinto algo real. Depois de tantos machucados e mágoas, como pode haver sentimento? Essa é a pergunta que todos se fazem (ou me fazem) e à qual eu não consigo responder, porque nem eu mesma sei.
Não há como saber. Por mais que eu pergunte a Deus, eu nunca recebo respostas. Realmente não sei quais são Seus planos e o porquê deles. Só queria saber se um dia vai acabar e como vai ser. Será que eu vou simplesmente me levantar da cama e dizer "eu não sinto mais nada, ufa!" ou que eu só vou perceber com o tempo? Será que eu só vou perceber quando estiver gostando de outro alguém? Será que esse alguém vai apareces mesmo? Aliás, a única da qual eu queria obter respostas mesmo é: "por quê?" Se tinha que acabar assim, por que chegar a isso tudo? Só para eu me tornar quem eu sou hoje?
Se um dia eu puder ter a chance de congelar a pessoa por algum momento, apenas para terminar de verdade, eu o faria. Mas talvez tinha que terminar desse jeito. Eu só preciso aceitar.
Eu só preciso aceitar.
Eu só preciso aceitar.
Enfim, não tenho mais o que dizer. Adeus.

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