segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Dizem quem escrever é algo libertador, que ao escrevermos, eliminamos toda a dor que nosso corpo possui. Nosso corpo, nossa alma, que seja. Vou tentar, juro que vou tentar colocar tudo aqui. Eu simplesmente quero tirar isso. De verdade.
Sei que se alguém ler isso aqui vai, no mínimo sentir pena de mim. Não quero isso. Portanto, se você estiver começando a ler, pare. Será sobre dor, só haverá tristezas e um final horrível. Pare por aqui, leia os próximos posts (que também falam de dor, mas não como este) ou simplesmente saia deste Blog. Por favor.
Ontem foi um dos piores dias da minha vida. Eu percebi que desde o dia dois de dezembro de dois mil e novo eu venho vivendo uma mentira. Olho para os lados, para o céu e pergunto a Deus por que ele teve que entrar na minha vida. E o pior: por que eu não o esqueci enquanto ainda dava? Por que eu tive que sentir essas coisas? 
Sabe, muitas pessoas falam que amam. Pergunto-me se elas já sentiram as coisas que senti. Não estou falando de coração acelerando, pernas tremendo... Não é isso. É que, mesmo com as decepções que eu sofria, algo em mim era esperançoso. Dentro de mim, havia uma chama de esperança. Mesmo sem querer sentir nada, acreditar em nada, ainda havia esperanças dentro do meu coração. A esperança de que ele gostasse de mim de verdade, de que ele mudasse. Mesmo passando meses sem estar com ele, eu pensava nele praticamente em todos os segundos da minha vida. Não houve um dia em que eu não me lembrasse dele. Um único dia. Quando eu via filmes, ficava imaginando-o ali perto de mim. Quando a vida me pesava, também pensava em seu sorriso, e como seria bom se ele estivesse ali para me abraçar e me dizer que vai ficar tudo bem. Quando eu ria, eu lembrava como seria se ele soubesse daquilo que me provocou as risadas... se ele acharia engraçado também. Em tudo, tudo o que eu fazia, sua imagem vinha à minha mente. 
No dia dois de setembro de dois mil e onze, eu pensei que tudo estava acabado. Foi isso que eu tentei dizer para mim mesma por um longo tempo. E como eu tentei. Todos os dias. Quando o via, abaixava a minha cabeça. Como doía! Mas era preciso. Eu tinha que "fechar o baú". Eu acreditava numa história em que ninguém mais, ninguém mais acreditava. Para quê? Para nada. Nada.
Eu passei três anos vivendo algo que só existiu na minha cabeça. Acho que essa é a maior decepção que eu estou sofrendo. Além de ter acreditado em mentiras, eu criei, não sei como, uma falsa esperança, mesmo sem querer. Eu vivi algo que não existiu.
Se vocês me perguntarem se agora isso acabou de uma vez, eu não sei o que responderei. Não que eu ainda tenha esperanças, mas porque eu não sei como me sinto. Tudo o que há aqui dentro é dor. A dor da mentira. De ser estúpida, burra, idiota. Por quê, meu Deus? Eu pedi tanto, tanto, tanto. Por que teve de ser assim? Por que o Senhor esperou tanto tempo para me mostrar isso? 
Sabe o que eu farei daqui para frente? Fingirei que ele está morto. Isso mesmo. Não desejo a morte dele, claro. Na verdade, não sei nem o que desejo para ele. Porém, ontem para mim é dia primeiro de dezembro de dois mil e nove. Eu vou apagar de mim cada momento, cada lembrança e tudo o que houver relacionado a ele. Tudo.
Não sei se um dia poderei acreditar em alguém de novo. Só quero me libertar disso. 

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