domingo, 18 de julho de 2010

Sonhos incertos.


Eu não sabia ainda se aquilo era o certo para mim, não fazia idéia, não tinha certeza de nada, não tinha certeza do que eu era. Só tinha certeza de uma única coisa, eu precisava estar ao lado dele para me sentir completa. Sonhar com ele todas as noites já não me servia mais, só ver ele de longe não me servia mais, ter ele como um amigo nunca me serviu, mas ao menos era algo, e hoje já não suporto mais que seja só isso.Ele tinha consciência dos meus sentimentos por ele, e eu o admirava não pelo fato dele mesmo não querendo ter nada comigo, ser meu amigo, mais eu o admirava pela sinceridade, das vezes e quantas vezes ele me explicou que ele tinha em seu peito um amor grande e verdadeiro.
Mais ele não era qualquer um que ficava me falando: ah eu não quero nada com você. Ele era diferente, ele me abraçava me olhava nos olhos e com uma suavidade me dizia que ele não podia se envolver comigo, porque no seu coração existia um amor por outro alguém, e mentir para mim seria uma forma de me iludir, e que ele jamais faria isso com alguém, seria um ato desumano. Sem querer Caio, tentando não me enganar, me fazia me apaixonar por ele cada dia mais.
Sim, Caio é este o nome dele. Ele era extremamente lindo a meu ver, olhos castanhos, cabelo escuro e pele bem clara, com bochechas rosadas, e um sorriso... Meu deus, que sorriso lindo. Ele era o meu príncipe, desde o primeiro dia em que eu o vi, eu já sabia que ele era o amor da minha vida. Primeiramente me apaixonei pela sua aparência e depois de começar a conversar com ele na escola, me apaixonei pelo seu jeito.
Todos sempre me avisaram do sentimento dele por Sophia, e eu realmente já tinha entendido o quão grande era o amor dele por ela, talvez porque eu sentisse esse mesmo amor por ele. No começo eu sofria bastante quando tinha que ver a foto dela e dele juntos em todos os lugares relacionados a ele, ele nunca escondera de nada e nem ninguém o sentimento dele por ela, mais eu resolvi fazer o mesmo, e prometi a mim mesma que enquanto vivesse, eu lutaria pelo amor dele.
Victoria, mas conhecida como Vick , era a minha melhor amiga, nos conhecemos na 2ª série e nunca nos distanciamos, fomos sempre uma a sombra da outra, e não havia ninguém que conhecesse uma a outra de tal forma que nós nos conhecíamos. Brincávamos de ser a Vick e a Nick, forma carinhosa que nossas professoras sempre nos apelidaram. Viviam dizendo: Nicole e Victoria nunca se separam. E de tanto chamar uma e conseqüentemente ter que chamar a outra, nos apelidaram assim, e até hoje usamos dele. Vick sempre me falou que eu não poderia estragar a felicidade deles, ela sempre me apoiava desde que eu não prejudicasse ninguém.
Ela só não entendia uma coisa, se eu não lutasse por ele, e acabasse prejudicando o amor dele e de Sophia, eu estaria prejudicando a mim mesma.
Estávamos de férias escolares, e minha casa ficava um pouco longe da casa do Caio, então nem havia como eu esbarrar com ele sem querer, por aí quem sabe ... Mais aconteceu que um grande amigo nosso, o Augusto, iria ter que se mudar para a Espanha, e resolveu fazer uma festa de despedida na sua casa. E eu tinha a certeza de que iria ver o Caio lá, porque eles eram grandes amigos. Quando Augusto me convidou e me informou da noticia fiquei triste por um momento, pois ele era um grande amigo para mim também, mas fiquei feliz porque iria ver ELE!Não sabia se Sophia iria estar com ele, mas por mais que ela estivesse eu poderia ao menos ver ele, e dar um abraço, afinal somos amigos. Não tinha contato com o Caio porque ele me pedira um dia que eu não ligasse para ele porque ele e Sophia costumavam trocar celulares, e isso poderia prejudicar um pouco o namoro deles, se ela me pegasse ligando para ele, afinal, ela também sabia que eu gostava dele. E não conversávamos por computador porque ele desde que começou a namorar com ela, exclui seus emails e sites de relacionamento. E ela também. Tudo no amor deles era muito recíproco, e eu sonhava em um dia viver tudo isso com ele.
Comecei desde então a contar os dias nos dedos para o tal dia da festa. Sem contar que deixei minha mãe e Vick loucas atrás de uma roupa linda. E enfim, chegou o dia. Lembro-me como se fosse hoje, acordei eufórica e bem cedo. Tentei dormir bastante para ter que esperar menos tempo para ver ele, mais não consegui. Demorou um pouco mais chegou a hora de começar a me arrumar, me arrumei como se estivesse indo para um baile com o meu príncipe. Estava pronta, e desejava estar notável o suficiente para Caio prestar atenção em mim, me olhar com os outros olhos, melhor dizendo.
Cheguei na festa, cumprimentei todos e olhei bem, ele ainda não estava lá. Pois então, sentaria e esperaria. Fiquei conversando com todos, mais sempre olhava para a entrada e nenhum sinal de Caio, estava ficando com as mãos geladas já. Chamei Augusto em um canto e perguntei se ele sabia em que horas o Caio iria chegar. E ele disse:
-Nick, ele não vem. A avó dele passou mal, e a mãe dele pediu que ele ficasse com ela esta noite.Senti minhas pernas falharem, e meu chão sumir. Passei semanas esperando esta oportunidade para ver ele, e ele não estaria ali. As lágrimas começaram a escorrer ali, em frente o Augusto mesmo. Ele me abraçou, e eu senti que ele sentia dó de mim. E eu nunca quisera que alguém sentisse dó de mim, por mais eu soubesse que as meninas da escola, sentiam por eu ter que ver o Caio e Sophia de mãos dadas o dia inteiro na escola, e tratá-los como amigos. Mais eu nunca havia parado para pensar, que não houvesse mesmo sentido eu lutar por alguém que fosse tão incerto, o desejo de ter ele tinha me dominado tanto em que eu estava cega de amor e decidida a lutar por ele. Me veio de relance todas as vezes em que ele me explicou que nunca poderia ficar comigo, e eu cegamente insistia. Pensei até que ele devia me achar uma boba ás vezes, ou sempre, pelo fato de sempre correr atrás dele. Mais essa idéia logo me saiu da cabeça, não, não era possível, ele não era frio o suficiente. Eu e ele tínhamos plena consciência de como agíamos um com o outro.
Cheguei em casa, afinal a minha festa nem havia começado muito menos acontecido, não havia motivos para eu estar lá, chegando em casa, ao deitar na minha cama depois de ter chorado muito na festa, no caminho, todo o tempo, tomei uma decisão. Pensei alto , talvez tão alto que tenha gritado e minha mãe no andar de baixo ouvido , o instante em que eu me libertei de Caio, e disse: EU QUEEERO SER FELIIIZ !
Na procura da minha felicidade eu não comecei muito bem, passei o resto das minhas férias vegetando em casa, não queria nada, nem ninguém, muito menos algo com alguém. Passei bem uns 15 dias vegetando em frente ao computador e a TV, e dormindo como uma preguiça. Até o dia em que minha mãe me acordou mais cedo, aliás, bem mais cedo. Minhas férias haviam acabado, e eu teria que ir para a escola. Teria que começar a ver Caio e Sophia juntos de novo, mas agora distante deles. Sem dúvidas estaria perdendo meu tempo tentando esquecer alguém que eu tinha que ver todos os dias. Mais enfim, fui.
Cheguei lá, o vi, meu coração gelou, minhas pernas tremeram e eu estava a caminho dele,quando me lembrei da busca da minha felicidade, virei o rosto e fui para outro caminho. Mais pude sentir o espanto dele, pois sempre nesses momentos eu ia neles, abraçava-o e conversávamos um pouco. Mas eu estava disposta a mudar esse costume. Primeiramente procurei a carteira mais distante dele possível, porque como Sophia era uma série a frente da nossa, na sala de aula ao menos, eu ‘’ o tinha ‘’ só para mim. E agora este laço havia se cortado, aliás, esse nó, porque eu sempre aproveitava da sala de aula para me aproximar dele e acabava era grudada nele. Havia alguns novatos, tinham uma aparência bonita, mas pareciam ser metidos. Nem me interessei em conhecê-los, até que a professora de biologia pediu que formássemos duplas com o colega do lado para uma revisão da matéria, neste momento eu agradeci á Deus por não estar sentada ao lado do Caio. Quando olho para o lado, eis um dos novatos. Não fiz uma cara muito boa, mas precisava enturmar. Sentamos e nos apresentamos o nome dele era Gabriel, tinha olhos verdes mais tinha a pele morena, e alguns traços que o definiam bem. Mais não era nada comparável ao Caio. Fizemos o trabalho e conversamos bastante o outro novato, era seu irmão, ele se chamava Luciano, parecia um pouco com o Gabriel mais tinha um rosto mais sério.
Ele tinha mudado de escola porque seu pai havia arrumado um emprego bom na cidade. E o meu conceito sobre eles havia mudado, mas precisamente sobre Gabriel.Na hora do intervalo fiquei conversando com Vick, e Caio nem ficava me olhando, aliás, ele sempre teve olhos só para Sophia. Só eu não enxergava isso. Voltei para a sala havia um papel sobre a mesa, nele dizia:


‘’ a minha intenção nunca foi de te magoar, Nick. Minha Nick. Meu carinho por ti é enorme, mais você sempre soube que acabaria assim, não soube? Beijos, Caio! ‘’


O que me doeu mais não foi ver a letra dele, aquelas palavras, nem mesmo o ‘’ minha Nick ‘’ , o que me doeu foi que aquele pequeno papel, tinha o cheiro dele. O cheiro que eu não sentia mais, porque nem ao menos chegava perto dele.
Mais minha decisão estava tomada, e eu passei 2 meses conversando o mínimo possível com ele, e sem nenhum contato. Esquecer ele eu sei que eu nunca esqueceria, jamais. Ele era o meu amor, eu só havia mudado a minha forma de amá-lo. Lembrei-me de uma frase que vi em que dizia:
‘ Talvez meu amor tenha aprendido a ser menos amor só para nunca deixar de ser amor. Tati Bernardi
E eu realmente estava disposta a me fazer feliz. Até que estava tudo correndo bem, acreditava eu que estaria ‘ esquecendo ‘ ele. Tinha ido a uma festa no final de semana, e conhecido um menino super fofo, e acabei ficando com ele, achei que era uma forma que me ajudaria. Estava tudo bem, na segunda cheguei ao colégio como se fosse qualquer outro dia, mais tinha alguma coisa diferente. Caio não estava ao lado de Sophia, e nem ao lado de ninguém. Estranhei claro, aqueles dois eram como carne e unha. Sem manifestações cheguei na sala, e Caio estava veio atrás de mim. Fiquei assustada, aliás, ele nunca fizera isso. E de repente, ele me deu um abraço muito forte, como nunca tinha me dado antes. Sem querer pensar, aproveitei aquele momento, aliás, poderia ser o último. Perguntei o que havia acontecido quando consegui recuperar a respiração, depois de um abraço tão apertado.
E ele me contou que Sophia iria mudar de escola, mais não só de escola. De cidade, de país. E que eles não teriam como namorar a mais de 5000 km de distância, e assim resolveram terminar, até quando o pai dela pudesse voltar para a cidade. O problema era que ele talvez nunca voltasse.
Eu senti um nó me apertar na garganta, porque as lágrimas escorriam pelo rosto dele sem dó. Eu via o desespero no rosto dele, aquele rosto que eu nunca deixei de ver como a semelhança da perfeição. Mais não, eu não podia deixar me iludir. Mais também não entendia o porquê dele ter vindo atrás de mim. Me senti mais que na obrigação de ampará-lo, e fiquei sim do lado dele. Vick dizia que eu estava me dando o luxo de começar a sofrer tudo de novo, mas eu não seria fria o suficiente para deixar o meu amor sofrer, sem ajudar.
Sophia mudou e cada dia Caio só piorava, chegou a ficar doente, e eu cuidei dele. Mais por mais estranho que pareça, ao mesmo tempo em que eu cuidava dele, eu conseguia arrumar tempo para a escola e para o meu namorado, para o Arthur. Sim, eu consegui arrumar alguém que ficasse comigo mesmo sabendo que eu não o amaria uma dia como amava o Caio, mais que gostava da minha companhia e que me fazia feliz. E o Caio foi melhorando com o passar do tempo, e eu vi como o jogo havia mudado, porque agora era ele quem corria atrás de mim. E não era porque eu o amava loucamente que eu deixaria Arthur por ele, eu prometera isso á mim mesma. Me envolver com o Caio era dar um passo falso, pois o meu coração pertencia á ele, mais o dele ainda estava com Sophia.
Um dia, ele já estava bem, e eu estava feliz com Arthur; ele bateu na minha porta, coisa que ele nunca havia feito na vida, não sei nem como ele acertou o endereço. Me espantei em ver ele ali, não me permitia mais pensar nele como : o meu caio, o meu amor, o qualquer coisa que começasse com MEU, porque ele nunca fora nada meu de verdade, só amigo.
Então vi na minha porta Caio, eu particularmente estava horrorosa, sabe aqueles dias em que você acordar e passa o dia todo de pijama sem pentear os cabelos? Sim, estava eu em um dia desses. E ele simplesmente disse:
- Voce está linda!
Abismada, com aquela visita inesperada. Só perguntei:
- Aconteceu alguma coisa? Para você vir na minha casa, você só pode estar doente.
- Não é isso, eu vim te fazer uma pergunta.
- Faça então, porque eu não estou muito bem para ficar parada na porta, para todos me verem neste estado não.
Ele riu, e disse:
- Depois da Sophia você foi e é a única pessoa que sempre ficou do meu lado, que me entende, que cuidou e que cuida de mim. Juro, quando perdi Sophia, perdi meu chão. Mais eu lembrei, aliás, eu nunca me esqueci de você. Eu só resgatei na memória o seu sorriso lindo, seus olhos tão firmes e encantadores, e melhor lembrei-me do seu abraço confortante. Foi quando eu te dei aquele abraço, e nunca mais queria te soltar, porque já estava perdendo Sophia, não podia perder você também, e você me desculpou e cuidou de mim. Nick, eu amo você, fica do meu lado, se é que você ainda me ama.
Agora quem havia perdido o chão, as pernas, e o corpo todo era eu. Quando eu imaginei que isso aconteceria. Mais eu não podia ficar com ele, eu sabia que Sophia iria voltar, havia conversado com ela á alguns dias, e ela me contou que iria vir morar com uma tia aqui quando terminasse o colegial. Isso levaria mais 1 ano, e para mim 1 ano ao lado de Caio não era suficiente, eu precisava de uma vida toda, e se eu não pudesse ter ele assim, eu não quero ele nunca. Então eu só respondi:
-Te amo mesmo, talvez pra sempre. Mas nem por isso eu deixo de ser feliz ou viver minha vida, amar sozinho é solitário demais, abandono demais e eu cansei de viver assim. Tanto que hoje, mesmo com todas as suas palavras, não consigo me convencer de que posso me entregar. Você é algo incerto demais para mim Caio.
Senti meu coração doer, como se tivesse dando uma facada nele. Como eu podia estar fazendo isso? Realmente me pergunto isso até hoje, mas sei que fiz o certo. Depois disso, Caio não quis mais conversar comigo, e como estava no final do ano, eu resolvi sair da escola. Por coincidência a escola de Arthur era bem próxima a minha casa, e conversando a minha mãe consegui convencê-la a me mudar para lá, poderia ficar com Arthur todos os dias agora. O tempo passou, perdi contato total com o Caio, mais ainda conversava por computador com Sophia, e ela me contava o que acontecia. E quando ela falava do Caio, eu podia sentir como ela ainda o amava. E ela me falou que ia voltar para a cidade no final do ano, pois ela resolveu voltar no meio do ano.
Acabou que com o tempo ficamos amigas, e quando ela voltou a tia dela estava viajando e chegaria só em 2 dias, e ela pediu para ficar na minha casa, eu aceitei . Mais o pior foi que Caio havia mudado de casa, e ela não sabia ir lá, e pediu que eu a acompanhasse até lá. Eu com muito custo, fui. Chegamos lá, e eu ainda sentia aquele frio na barriga, e as pernas tremerem, mas claro, não deixei que ela percebesse. Tocamos a campainha, e ele mesmo atendeu.
A maior surpresa não foi ele ver Sophia, e eu estar ao lado dela, ou eu ver ele e perceber como ele tinha ficado mais lindo, mais perfeito. O reencontro deles foi algo extremamente lindo, e eu me culparia se tivesse feito algo que atrapalhasse esse momento acontecer. Ele me abraçou depois de conseguir soltar Sophia, e incrível como o cheiro dele era o mesmo, e como era tão bom. Ele nos convidou para entrar, claro. Mais eu disse que iria ver o Arthur, e que esperaria Sophia para jantar. Ela me agradeceu e foi falar com a mãe do Caio. Virei as costas e fui embora. Escutei um grito, era o Caio. Disse:
- Ela esqueceu alguma coisa?
- Não, mais eu esqueci!
E neste instante ele me beijou, pela primeira e acredito eu única vez, não era qualquer beijo.
Mais também não sei quais palavras posso usar para descrevê-lo. Após me soltar, fiquei sem palavras, sem reação. E fiz uma cara de: o que foi isso?
E ele entendeu, e me respondeu:
- Obrigada por tudo Nick, Minha Nick. Pelo amor que você me deu um dia, e pela pessoa que você é. Me desculpe por eu não ter te amado quando você me amou, e por entender o meu amor pela Sophia. E me desculpe por toda dor que eu possa ter lhe causado. Não considere esse beijo como traição da minha parte, ou da sua parte. Considere como uma prova de que eu sempre no fundo, te amei. Da minha forma.
E com aquelas palavras, eu não precisava de mais nada. Abracei-o bem forte, dei lhe um beijo na bochecha e disse soletrando: m-e-u p-r-i-n-c-i-p-e !


E no fundo, é isso o que ele sempre foi pra mim, um príncipe. E é que isso que ele sempre vai ser. Com o tempo consegui o ter só como um amigo, tanto dele como de Sophia. Meu sentimento por ele nunca deixou de ser amor, só mudou o jeito de eu o amar. Com o passar dos anos, eu já não estava mais com o Arthur, mais tinha aprendido a amar ele. Sophia e Caio acabaram se casando, eram novos mais o amor deles era cada dia maior. E amores são assim, amamos quem talvez não nos ame, as pessoas nos amam na hora errada ou talvez nem ame. Amamos a pessoa errada, mais que no fundo é a certa, porque aprendemos muito. Aprendemos a amar quem nos ama. Aprendemos a querer amor, a fazer amor, a praticar amor, e assim o amor toma conta, e sem ver aprendemos á ser AMOR , e eu não acho que um dia meu amor por Caio vá acabar, mais eu me contento em amá-lo assim e isso me faz bem.


Fim.


Autoria: Laura Rezende.


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