segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Desabafo.


Eu não estou muito bem hoje. Primeiramente porque estou com uma gripe de matar. É... minha cabeça está latejando. Sabe, quando eu fiz esse blog uns meses atrás, eu ficava pensando nas coisas que as pessoas (vocês) iriam pensar ao ler os meus posts. Mas hoje em dia eu nem me preocupo mais com isso. Afinal, vocês o leem se quiserem, não é mesmo? E eu falo sobre o que eu penso aqui. Se alguém não estiver de acordo, que vá procurar o que fazer. Eu não estou sendo grossa, sou apenas realista. Gosto de colocar a minha opinião sobre todas as coisas aqui. Eu nunca escondi a minha maneira de pensar e não é agora que vou fazer isso.
Hoje eu fiquei muito triste pela parte da manhã. É, meus amigos me decepcionaram. Na verdade, não meus amigos, mas sim as outras pessoas da minha sala. Uma pessoa estava querendo falar, e ninguém deixava. Depois todo mundo começou a gritar e a dizer coisas horríveis. Minha cabeça estava doendo, caramba! Nunca vi aquilo antes. Eles pareciam mais canibais brigando por carne de humano. Eu queria ter uma câmera naquele momento para poder tirar foto da expressão de cada um. Que horror! Assim, eu me lembrei do ano passado. Meu Deus, como as coisas podem mudar tanto? Me diz, como? Como uma coisa tão boa pode, com alguns meses, tornar-se uma coisa tão incrivelmente ruim? Como? Eu só queria saber. Porque eu tento buscar respostas. Porém não encontro nenhuma. Aquela sala ano passado era a mais perfeita de todas. Todos os professores (ou pelo menos a maioria) gostavam de nós. Hoje em dia, alguns deles devem pensar que estão entrando no inferno ao passar por aquela porta azul. Eu não sei dizer o que mudou. É inexplicável. Lembro-me que ao acordar de manhã e pensar "Nossa, vou pro colégio!", eu ficava tão feliz. Agora eu ficou super estressada por ter que ir àquele colégio. Antes aquelas pessoas eram respeitosas, educadas. Hoje é todo mundo gritando com todo mundo, sem ter um pingo de educação. Às vezes nos perguntamos o porquê de tanta violência no mundo. Como hoje, é só olharmos pros lados que a vemos bem diante de nós. Sim, pois a violência não está só nas atitudes, mas também nas palavras.
Hoje também foi o dia em que eu mais desejei que esse ano horroroso acabasse. Se o que existia entre eu e meus amigos no ano passado acabou, então é melhor que essa droga de ano também termine o mais rápido possível. De todos os anos da minha vida, este foi o pior. Eu nunca derramei tantas lágrimas tristes, frustadas como nesse ano. Eu sei que tive bons momentos, seria hipócrita se dissesse que não. Mas juntando tudo, aconteceram mais coisas ruins do que boas. Principalmente comigo. Eu sofri muito, mas muito com uma pessoa que não valia a pena. E eu acho que por causa dela, eu nunca mais vou conseguir confiar em alguém de novo, ou até mesmo amar alguém. Eu acho que passei a desacreditar no amor. É... muitas pessoas falam que o mesmo é o sentimento mais lindo desse mundo. É lindo quando é correspondido e quando ele vale a pena. Mas quando se ama uma pessoa que só que te fazer sofrer, aí sim você ver que o amor não é essas coisas todas que as pessoas tanto falam. Enfim, como eu estava falando... Esse foi o pior ano da minha vida! Muitas coisas mudaram. Muitas mesmo. Eu estou chorando ao escrever isto. Muitos podem pensar que é uma besteira minha, mas não, não é. Não é besteira sentir saudades de um momento lindo que eu vivi. Eu não pude aproveitar muito, e hoje sinto a falta que isso me faz. Meu Deus, por que esse ano é tão horrível?
Dia 16 de agosto. Daqui a menos de 5 meses já estaremos em 2011. O tempo passou rápido. Espero que passe mais ainda. No ano que vem, espero que muitas coisas boas aconteçam. Talvez não tão boas, mas quero que seja diferente desse ano. Só isso: diferente. Quero sorrir em vez de chorar. Quero passar meu dia pensando em coisas boas, não em coisas ruins. Só isso. Espero que eu esqueça tudo de ruim e chato que passou, e me concentre só nas coisas que realmente me fazem bem. Apenas isso.
Você não sabem como me sinto aliviada por ter falado tudo aqui. Obrigada, blog. Amo você.

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