domingo, 5 de setembro de 2010

Des sentiments mitigés.


Hoje eu estava em pé, em cima de um banco lá fora, vendo o sol se pôr. Tantos pensamentos vieram à minha mente, tantas recordações... Sabe, era a coisa mais linda desse mundo! O céu já estava laranja. Havia uns três coqueiros. De onde eu estava, dava até para ver algumas casinhas. Pássaros voavam por ali. Eu estava lá, distraída, admirando toda aquela beleza. Em certo momento, desejei ser um daqueles pássaros. É... eles estavam ali, voando, tão tranquilos. Davam voltas e mais voltas bem abaixo daquele lindo céu que estava laranja. Queria ser um deles para ter uma vida tão tranquila, tão feliz. Queria voar pelo mundo, observar as pessoas, os prédios, o céu, o mar... Queria voar para poder fugir de tanta coisa ruim que existe nesse mundo. Queria voar para descobrir lugares, viver neles, e ir embora. Queria voar para sentir o vento bater em meu rosto, sentir aquele friozinho lá de cima, de onde eles estão, sentir o ar em meus próprios pés... Ah, como eu queria ser um pássaro daqueles que lá estavam.
O vento batia nas folhas do coqueiro. Era a coisa mais maravilhosa que já havia visto. Nossa... quando resolvo pensar nas belezas que Deus criou, me perco. São muitas coisas belas, muitas mesmo. O mar, o céu, as nuvens, os campos, a lua, o sol... todos criados por um Ser Único. E tanta gente não sabe dar valor a isso. Aliás, muito não sabem dar valor à vida. Eu mesma assumo: não dou o valor que ela merece. Poxa vida, quantas vezes já parei para dizer coisas horríveis sobre mim mesma, sobre a vida, sobre algumas coisas que eu não queria que acontecessem, mas que acontecem. Nada disso está certo. E hoje, quando estava olhando o sol se pôr, eu percebi quanta coisa bela existe, e eu perco o meu tempo me preocupando com assuntos tão banais, tão fúteis. Às vezes eu queria congelar aquele momento, e sempre sentir aquela paz que eu estava sentindo ali. A cada segundo eu percebia o quanto a vida é linda. Poxa, não dá para explicar. Ao fechar os meus olhos, eu sentia aquele vento batendo. Era uma mistura de sensações: mistério, beleza, fé... Todos juntos. Ao abrir meus olhos, lágrimas caiam. Sim, eu chorei. Naquele momento, não queria mais nada. Só ficar ali, olhando o sol se pôr, sem ter com o que me preocupar, sem ter que pensar em nada nem ninguém que pudesse me fazer mal. Queria apenar contemplar aquela beleza. E não lembrar de que alguém existe. Como já disse, é inevitável.


Thaianny Melo

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